Meus corações
são uma oração
ao teu.
Contando Canto
domingo, 22 de janeiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
(meu pé de laranja lima)
Eu penso
e sinto
teu sorriso
só por pensar.
Eu penso
e sinto teu rosto no meu.
Eu penso e você existe.
e sinto
teu sorriso
só por pensar.
Eu penso
e sinto teu rosto no meu.
Eu penso e você existe.
Sobre o futuro.
- Um dia pensei em me casar com você.
- E hoje?
- Hoje não acredito mais em casamentos.
- E hoje?
- Hoje não acredito mais em casamentos.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
O que não me pega.
Não vejo muito sentido em criticar o cantor Michel Teló pela exposição excessiva da música, que cá pra nós, pouco depende do artista. Acho que a merda maior, é a mídia toda enfiando guela abaixo, achando o máximo um cara com o refrão "se eu te pego, aiai" invadindo a gringolândia e nomeando o cara como "tradutor da cultura brasileira" e tralalá. O Brasil é o país da camuflagem. Aqui usa-se o carnaval pra esconder política mal feita, futebol pra distrair enquanto o circo pega fogo e música ruim e grudenta pra estampar/escancarar o quanto nós somos facilmente redirecionados. Discutir Michel Teló, num país cheio de falhas e sacanagens políticas é alienação.
sábado, 31 de dezembro de 2011
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Nasceu!
Navegar é preciso.
Por Hugo Lima.
HÁ MAR EM MIM. É assim que Larissa Minghin nos convida a dar um mergulho em seu novo projeto. Quando o recebi, ainda por e-mail, meses antes de seu lançamento, fiz questão de lê-lo num fôlego só e a sensação que tive talvez se assemelhe a de Ulisses tentando resistir ao (en)canto da sereia. No entanto, eu, ao contrário dele, me deixei sucumbir por completo e posso dizer que estou altamente contagiado pela atmosfera delicada do livro.
Com linguagem despojada e tons de azul, a autora vem com tudo - onda mortal - nos contar sobre as profundezas do que sente ("Sinto que é preciso neste momento botar pra fora qualquer expressão que venha de dentro") e sobre o raso ("Ah baby, isso não é poesia, é declaração."), sobre tudo que transborda, tudo que faz parte. E assim nós vamos indo, de um poema ao outro, no remanso de suas palavras-maré.
Poeta, atriz e estilista, Lara (como é tratada entre os íntimos), já caminhou muito, já vestiu de flores os cabelos e os braços, já perdeu o fôlego e encheu a cara. Agora, todos esses momentos de espontaneidade e delicadeza chegam às nossas mãos pelas quase 70 páginas que compõem o livro.
Belos registros de poesia escrita todo dia. Nele, encontramos um pouco de tudo: desde um estudo sobre a solidão até as infiltrações do mar. Seus jogos com as palavras, muito comuns em boa parte de seus poemas, alguns exemplos como "Aponta-dor", "Amar-é-linha", "Ponto de Parte Ida" e "Grava-dor", dão o ar da graça em textos que mais parecem lomografias clicadas por uma mulher que navega em si mesmo, transatlântica.
Mesmo com chuva, brilha, e - como nos disse tão bem Valdoir Wathier - ela vai delineando ondas de sentimentos como se desenhasse paisagens em pequenos grãos de arroz. Eu, que acompanhei suas águas desde a nascente, também muito me alegro ao saber que agora posso carregar comigo esse “oceano inteiro de beleza”.
Suspeito por ser amigo e admirador confesso, eu poderia discorrer aqui laudas e laudas com comentários detalhados sobre pérolas como "G", "Olinda", "Viernes", “Há mar”, "Quando Deus sente saudade", “O nome das coisas”, “Como é que diz?” e “Sopro”– para citar só alguns dos meus favoritos – mas lanço minha oferenda ao mar-aberto, deixo com que cada um sinta e navegue como quiser (assim como eu, quem sabe?) até perder-se de vista. Afinal, felizes os que vão longe demais!
Belo Horizonte, tarde de 26 de abril de 2011.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Deus
Quando o corpo perde a leveza e você sente cada grama de pele, carne e sentimento, é hora de respirar fundo e amar, amar e amar até que a matéria não faça sentido algum.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Fala
Meus textos tem soado estranhos.
Sinto que é preciso neste momento botar pra fora qualquer expressão que venha de dentro, assumir que (nem) tudo é poesia.
Existem coisas que só consigo curar/entender/dissolver escrevendo.
É como uma intervenção cirurgica. E como tal, mostrar o sangue, as entranhas, o sujo, o dentro, as vezes espanta!
Sinto que é preciso neste momento botar pra fora qualquer expressão que venha de dentro, assumir que (nem) tudo é poesia.
Existem coisas que só consigo curar/entender/dissolver escrevendo.
É como uma intervenção cirurgica. E como tal, mostrar o sangue, as entranhas, o sujo, o dentro, as vezes espanta!
domingo, 16 de janeiro de 2011
Bom dia.
Você carrega nos olhos toda cor.
Eu, na pele, teu cheiro...
Ah baby, isso não é poesia,
é declaração.
Eu, na pele, teu cheiro...
Ah baby, isso não é poesia,
é declaração.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
la intervención.
Abri o chuveiro e chorei doído por quase duas horas.
Existem muitas formas de mandar alguém à merda, baby. Uma delas, é pelo ralo.
"Quem te ensinou a nadar? Foi, foi marinheiro. Foi os peixinhos do mar."
Existem muitas formas de mandar alguém à merda, baby. Uma delas, é pelo ralo.
"Quem te ensinou a nadar? Foi, foi marinheiro. Foi os peixinhos do mar."
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Ensaio
Então, Ana olhando Joaquim atravessar a rua, decidiu não mais viver de migalhas (que eram suficientes só pra manter a fome viva, mas nunca-nunca alimentada) e com um nó na garganta sorriu.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Monólogo.
- Não vou mentir, estou com o coração nas mãos...
E estou bem por ele estar nas minhas e não mais nas suas.
E estou bem por ele estar nas minhas e não mais nas suas.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
sábado, 20 de novembro de 2010
Montrigaud
É da saudade crua,
essa de secar boca
que a espera nasce.
É da espera nua,
essa de mudar crença
que a saudade alimenta.
É no cheiro de domingo,
nesse passo raso,
que a saudade espera.
* O queridíssimo Cris Gouveia musicou lindamente, transformando minhas letras em som!
Ouçam! =)
essa de secar boca
que a espera nasce.
É da espera nua,
essa de mudar crença
que a saudade alimenta.
É no cheiro de domingo,
nesse passo raso,
que a saudade espera.
* O queridíssimo Cris Gouveia musicou lindamente, transformando minhas letras em som!
Ouçam! =)
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Sobre sentir
Nunca é culpa dela.
É sempre do coração que pára, de um acidente trágico ou uma doença incurável.
A morte é covarde.
É sempre do coração que pára, de um acidente trágico ou uma doença incurável.
A morte é covarde.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Sobre ir.
Eu preciso ir.
Como?
As malas estão no carro, eu preciso ir.
Ir pra onde?
Eu estou me despedindo, é só isso.
Hã?
Preciso ir, vim devolver as chaves.
Devolver as chaves?
Aqui!
Você está louca?
Porque as pessoas amam,
porque sentem, vivem e precisam seguir.
Oi?
Ok, eu vou levar as chaves.
Como?
As malas estão no carro, eu preciso ir.
Ir pra onde?
Eu estou me despedindo, é só isso.
Hã?
Preciso ir, vim devolver as chaves.
Devolver as chaves?
Aqui!
Você está louca?
Porque as pessoas amam,
porque sentem, vivem e precisam seguir.
Oi?
Ok, eu vou levar as chaves.
sábado, 6 de novembro de 2010
Sinergia
A troca de idéias, experiências e impressões é fundamental em qualquer atividade, mas se faz muito importante para o Autor. Dessa forma, e tendo em mente a força que possui esta ferramenta – o blog – para instrumentalizar dita troca, publico aqui um texto de Arthur B. Senra amigo querido-querido, cineasta e escritor de mão cheia (blog ritchie buddy), usem e abusem das palavras desse menino!
OCTOAGÉSIMO NONO POST
No metrô eram dois: a moça e o rapaz, lado a lado.
Ambos com livros abertos e concentrados.
Ele lia a Biblia
Ela, um monte de putaria.
Eis que Jesus dizia
e Maria cospia no caralho daquele viado enquanto o mesmo
gozava.
O rapaz interessado no título do livro do seu lado, pensava
algo do tipo "que moça inteligente"
A moça olhava de rabo de olho e retrucava o pensamento
"que safado crente"
O rapaz desceu e sorriu para sua "amiga" leitora , se virou e
ela sorriu para sua bunda.
Arthur B. Senra
OCTOAGÉSIMO NONO POST
No metrô eram dois: a moça e o rapaz, lado a lado.
Ambos com livros abertos e concentrados.
Ele lia a Biblia
Ela, um monte de putaria.
Eis que Jesus dizia
e Maria cospia no caralho daquele viado enquanto o mesmo
gozava.
O rapaz interessado no título do livro do seu lado, pensava
algo do tipo "que moça inteligente"
A moça olhava de rabo de olho e retrucava o pensamento
"que safado crente"
O rapaz desceu e sorriu para sua "amiga" leitora , se virou e
ela sorriu para sua bunda.
Arthur B. Senra
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Once
Menino dos olhos de mar, guardo teus olhos aqui, no fundo dos meus.
Tua voz cantando "Luiza", teu beijo doce, tuas mãos de tocar violão.
O sol nasceu entre uma canção e outra.
E eu não esqueço teus olhos nos meus.
Vai menino passarinho, descobre o mundo e vem cá me contar,
que eu tenho tanto aqui e é seu,
sempre foi.
Tua voz cantando "Luiza", teu beijo doce, tuas mãos de tocar violão.
O sol nasceu entre uma canção e outra.
E eu não esqueço teus olhos nos meus.
Vai menino passarinho, descobre o mundo e vem cá me contar,
que eu tenho tanto aqui e é seu,
sempre foi.
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