sexta-feira, 26 de junho de 2009

à quem não conheço

Nunca consegui pensar em como seria minha vida cinco minutos depois de uma decisão tomada.
Imediatista. Consegue imaginar? Virginiana, intensa, imediatista, fumante, ansiosa, tanto!
Eu quero muito e por não pensar se posso ter ou não, antes de agir, me acostumei mal.
Dei pra pensar que posso ir longe com oitenta reais no bolso.
E, sabe o que me faz viver tanto? O que me faz sentir até chorar e viajar quilômetros sem grana pra depois sentar aqui e escrever?
No fundo, no fundo, não é o meu fatídico signo , ou essa intensidade imensa que mora em mim (dividindo espaço com uma vontade absurda de ter o que quero), não é mimo, não é fuga ou qualquer outra coisa sem freio que isso possa parecer.
É busca. Busca.
Busquei em cada canto, cada olhar-sorriso, beijo trocado, cada sentido.
Procurei. Esperei por palavras suas e cheguei a te confundir.
Nessas minhas andanças, muito me lembrou você e fez esquecer também.

Sinto vontade de voar feito nuvem, céu e vento no rosto, te encontrar logo, te misturar em mim e morrer de rir contigo o resto dos dias, deixar os olhos fecharem leves...
É, parece impulsivo. E é. Se entregar, sentir é tão impulsivo quanto qualquer virginiano.
Ninguém pensa em como será a vida cinco minutos depois, besteira!
Tá, deve ter algum psicanalista maluco que indique isso por aí ou algumas modelos magrelas que pensam na vida antes de engolir uma deliciosa barra-gigante de chocolate em plena TPM.
Mas eu sinto e me ardo, me rasgo, abro, morro de rir e chorar, olho nos olhos, na língua, nos lábios, olho dentro, centro, esqueço casca, pele, cor, signo...

Te conto um beijo todo dia e durmo nua pra que possa me beijar quando chegar.
Sinto tanto e é teu, sempre foi.

4 comentários:

Emely disse...

Virginianas Sao Isso e nao aquilo!

Sei bem como é

=)

Cristiano disse...

O mundo chega a arder de tanta intensa lenta luta, né?

Lara Teixeira disse...

Um leve, denso, pesado e intenso depósito de pensamentos maravilhosamente escrito. Eu gostei!

Vital disse...

A gente busca tanto pra tentar tapar um vazio que se faz em nós... mas acho que nada nunca vai tapá-lo porque ele é uma presença em nós, uma presença enraizada.